10 seriados protagonizados por mulheres

Sempre fico enfurnada no meu quarto, vidrada na tela do computador por motivos de: sou viciada em seriados. De acordo com meu perfil no TV Show Time, eu acompanho 53 séries e já gastei, até o momento, cerca de 2 meses assistindo às centenas de episódios listados. No entanto, um dado me chamou a atenção e chegou a ser alarmante: desse montante, apenas dez seriados são protagonizados por mulheres. O número chega a ser assustador, não é?

Quando parei para pensar na razão pela qual assisto a poucos seriados com mulheres interpretando o papel principal, cheguei à conclusão de que falta incentivo às boas histórias, com personagens instigantes e que não perpetuam estereótipos sobre o que é ser mulher. Ao mesmo tempo é preciso interesse em inverter essa lógica mercadológica, em que os produtos são pensados e produzidos a partir de um olhar masculino. Sem contar o investimento econômico.

Sabemos que o número de produções com mulheres protagonistas ainda é menor se comparado aos homens. Se pensarmos nas mulheres negras, esse número reduz ainda mais. O fato é que a falta de representatividade feminina não se limita somente às séries de TV, mas alcança também o cinema, a teledramaturgia, a literatura, a música e a política.

Hoje, no Só um Rascunho, vocês poderão conhecer um pouco sobre as protagonistas dos seriados que acompanho. Ah, e aceito sugestões! 🙂

1) Homeland

Carrie Mathison (Claire Danes)
Carrie Mathison (Claire Danes)

Homeland acaba de encerrar sua quarta temporada e é uma das séries mais sensacionais que já assisti. A trama retrata as missões da CIA no combate ao terrorismo. A protagonista é Carrie Mathison (Claire Danes), uma oficial de operações inteligente, ousada e experiente. Carrie foi a única que acreditou que o sargento Nicholas Brody, fuzileiro americano e ex-prisioneiro da Al-Qaeda, passou para o lado inimigo e se tornou um risco à segurança nacional. Ao passo em que desenvolve atração sexual e até sentimentos pelo fuzileiro, Carrie enfrenta crises por conta de sua bipolaridade.

2) How To Get Away With Murder

Annalise Keating (Viola Davis)
Annalise Keating (Viola Davis)

Ainda na primeira temporada, How To Get Away With Murder é produzida por Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy e Scandal). Temos aqui uma protagonista negra: Annalise Keating (Viola Davis) é advogada e professora da East Coast Law School, onde ministra a disciplina de Direito Criminal I – também conhecida como “Como Se Livrar de Um Assassinato”. Annalise provoca fortes reações por onde passa, dada à sua experiência e fibra, e seleciona os melhores – e ambiciosos – alunos para participar de casos reais. Em dado ponto da história, eles se veem envolvidos em um assassinato.

3) Masters of Sex

Virginia Johnson (Lizzy Caplan)
Virginia Johnson (Lizzy Caplan)

Masters of Sex é uma história real e conta a trajetória do médico William Masters (Michael Sheen) e de Virginia Johnson (Lizzy Caplan), que foram pioneiros no estudo da sexualidade humana nos anos 60. Existem milhares de motivos para eu amar essa série e um deles é o flerte com o feminismo. Virginia é uma ex-cantora, divorciada duas vezes e, em meio a um tempo em que mulheres mal conheciam – e sentiam – orgasmos, não tem medo algum de explorar sua sexualidade. A série, como um todo, é intrigante e nos faz pensar sobre a importância de quebrarmos os tabus quando o assunto é sexo.

4) Orange is The New Black

piper
Piper Chapman (Taylor Schilling)

Quando Piper Chapman (Taylor Schilling) é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal, não imaginava encontrar Alex Vause (Laura Prepon), sua ex-namorada. Presa por ter transportado, dez anos antes, uma mala de dinheiro ligado ao tráfico de drogas, Piper tem que deixar sua vida e seu noivo, Larry Bloom (Jason Biggs), para lidar com a dinâmica da prisão e com suas companheiras. O que me chama atenção em Orange is The New Black é modo pelo qual as relações interpessoais se dão; em como as detentas se (des)organizam. Além disso, conhecemos as histórias que levaram as outras mulheres até ali, cercadas de medos, dramas, pluralidade e situações cômicas.

5) Outlander

Claire Randall (Caitriona Balfe)
Claire Randall (Caitriona Balfe)

Outlander é, literalmente, uma viagem ao tempo. Baseada na obra de Diana Gabaldon, a série retrata a aventura de Claire Randall (Caitriona Balfe), uma enfermeira da 2ª Guerra Mundial, que viaja à Escócia com seu marido Frank (Tobias Menzies). Transportada para o ano de 1743, durante os levantes jacobitas, ela conhece o escocês Jamie Fraser (Sam Heughan) e vê seu coração dividido entre dois amores. Apesar de viver em épocas distintas, Claire não perde sua misteriosidade e intriga a todos com sua perspicácia.

6) Penny Dreadful

Vanessa Ives (Eva Green)
Vanessa Ives (Eva Green)

Imaginem uma série que reúne Dr. Frankestein, Dorian Gray, Van Helsing e outros ícones da literatura britânica. Penny Dreadful  é um thiller, passado na Londres vitoriana, que mescla histórias de terror. Vanessa Ives (Eva Green) é uma médium cheia de segredos e observadora, que se une a Sir Malcom (Timothy Dalton) para encontrar sua filha Mina, capturada por vampiros. Vanessa é fundamental para a resolução do mistério, já que possui dons sobrenaturais e movimenta toda a trama, em um misto de insanidade e sedução.

7) Scandal

Olivia Pope (Kerry Washington)
Olivia Pope (Kerry Washington)

Scandal, também produzida por Shonda Rhimes, nos apresenta mais uma protagonista negra: Olivia Pope (Kerry Washington), uma ex-consultora de mídia do presidente dos EUA. Depois de deixar a Casa Branca, Olivia abre sua própria empresa e comanda uma equipe de advogados e investigadores responsáveis por mediar crises empresariais e políticas. A protagonista é calculista, cujo trabalho é manter situações de figuras públicas bem longe dos holofotes da mídia. Ainda estou na primeira, das quatro temporadas da série, e a impressão de que tenho é que Olivia é uma mulher bem sucedida e não se deixa afetar pelo o que acontece ao seu redor. No entanto, como é de esperar – o que chega a ser clichê -, seu ponto fraco é, adivinhem, o homem pelo qual é apaixonada.

8) The Affair

Alison Lockhart (Ruth Wilson)
Alison Lockhart (Ruth Wilson)

O interessante sobre The Affair é que a história é contada sob duas perspectivas: a masculina e a feminina, fazendo com que os detalhes das situações sejam divergentes e levando o espectador a tomar um posicionamento em relação aos personagens. O drama explora dois casamentos de forma intimista e cria, ainda, um mistério policial. A protagonista, Alison Lockhart (Ruth Wilson), se envolve em um relacionamento extraconjugal com o escritor Noah (Dominic West). Enquanto tenta a todo o custo, conviver com o sofrimento de ter perdido um filho, Alison se desdobra para colocar sua vida no lugar, criando esse misto de fragilidade – devido à sua dor – e força.

9) The Killing

Sarah Linden (Mireille Enos)
Sarah Linden (Mireille Enos)

Em 2014, The Killing chegou ao fim com sua terceira temporada e, ó, já deixa saudade. É uma série de investigação, em que cada episódio cobre, aproximadamente, 24h do trabalho da investigadora Sarah Linden (Mireille Enos) e de seu parceiro Stephen Holder (Joel Kinnaman). Separada e mãe de um filho adolescente, Linden é fria emocionalmente, reservada e extremamente dedicada ao trabalho. Aqui, temos mais um exemplo de uma protagonista bem sucedida e experiente, que enfrenta o perigo e comanda uma equipe ocupada, predominantemente, por homens.

10) The L Word

Alice Pieszecki (Leisha Hailey) e Shane McCutcheon (Katherine Moennig)
Alice Pieszecki (Leisha Hailey) e Shane McCutcheon (Katherine Moennig)

Uma série protagonizada por mulheres homossexuais é sensacional, não é? Em The L Word conhecemos a vida e os relacionamentos de mulheres lésbicas e bissexuais que vivem no bairro de West Hollywood, em Los Angeles, entre elas: Shane McCutcheon (Katherine Moennig), Bette Porter (Jennifer Beals), Tina Kennard (Laurel Holloman), Dana Fairbanks (Erin Daniels), Jenny Shecter (Mia Kirshner) e Alice Pieszecki (Leisha Hailey).

Fotos: reprodução internet

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